Melanotan I

Também conhecido como Afamelanotida · EPP

Peptídeo de pigmentação estudado para estimular a melanina e a fotoproteção.

O Melanotan I (afamelanotida) é um análogo sintético do alfa-MSH que estimula a produção de melanina, estudado para pigmentação cutânea e fotoproteção. É aprovado pelo FDA para protoporfiria eritropoética (EPP), uma condição genética rara que causa fotossensibilidade extrema. Em comparação ao Melanotan II, é descrito como mais seletivo e com um perfil de efeitos colaterais mais favorável na literatura.

Evidência: Alta
Em revisão
Compilado por Equipe PeptiScience · Atualizado em 9 de julho de 2026

Resumo

  • Melanotan I — Agonista de melanocortina.
  • Maior grau de evidência clínica observado em 3 desfecho(s): alto.
  • Há um protocolo de dosagem relatado (pesquisa/comunidade).

Resumo educacional da literatura publicada. Não constitui recomendação de uso.

Classe
Agonista de melanocortina
Objetivo
Pele e cabelo

Protocolo — referência rápida

Dosagem
Bronzeamento / Fotoproteção
250 mcg · 2 dias por semana
Administração
Via
Subcutânea
Cadência
2 dias por semana
Horário
Manhã
Ciclo
Uso
8 semanas de uso
Pausa
8 semanas de pausa

Faixas descritas na literatura de pesquisa. Não é prescrição — consulte um profissional de saúde.

Visão geral

Principais benefícios

Ação seletiva no MC1R

Ativa o MC1R para pigmentação, evitando os efeitos em MC3R/MC4R.

Indicação aprovada pelo FDA

Aprovado como Scenesse para protoporfiria eritropoética.

Pigmentação gradual e uniforme

Relata-se pigmentação mais lenta e uniforme ao longo de 4-8 semanas.

Menos efeitos colaterais

Menos náusea e alterações de libido e apetite em comparação ao MT-II na literatura.

Adjuvante de fotoproteção

A eumelanina absorve a radiação UV e a dissipa como calor.

Meia-vida mais longa

Meia-vida de ~30 minutos — dosagem menos frequente que o MT-II.

Efeitos relatados na literatura — não são garantias de resultado.

Principais evidências

Dois eixos

Resumo por desfecho: a evidência clínica lidera (sinal principal) e a adoção comunitária é secundária e apenas relatada — nunca equivale a certeza clínica.

DesfechoPopulaçãoEvidência clínicaAdoção comunitária
Fotoproteção na protoporfiria eritropoética (EPP)mistoAltaOcasional
Repigmentação em vitiligo (com NB-UVB)humanoBaixaOcasional
Bronzeamento cosméticoBaixaOcasional
Ver as evidências em detalhe

O nível reflete quanta literatura existe, não segurança nem eficácia.

Linha do tempo de resultados

Progressão
Sem dados humanos publicados que estabeleçam prazos de resposta.

Prazos relatados na literatura. Não são um cronograma garantido de resposta.

Mecanismo de ação

ALVO → SINAL CELULAR → EFEITO SISTÊMICO → O QUE SE OBSERVA

1
ALVO
MC1R (receptor de melanocortina-1) — seletivo

O Melanotan I (afamelanotida) ativa seletivamente o MC1R nos melanócitos, as células que produzem melanina (o pigmento da pele). Diferentemente do Melanotan II, tem atividade mínima em MC3R/MC4R, o que na literatura é associado à ausência dos efeitos sexuais e sobre o apetite.

2
SINAL CELULAR
cAMP → ativação da tirosinase → produção de eumelanina

A ativação do MC1R eleva o cAMP nos melanócitos, o que estimula a tirosinase — a enzima que produz eumelanina (o pigmento castanho/preto de caráter protetor). É a mesma via desencadeada pela exposição UV, mas ativada sem depender do dano UV.

3
EFEITO SISTÊMICO
Mais melanina → pigmentação protetora

Relata-se aumento gradual da pigmentação cutânea ao longo de semanas. A melanina produzida é do tipo eumelanina, associada à proteção UV. A afamelanotida é aprovada pelo FDA (Scenesse) para protoporfiria eritropoética (EPP), condição de fotossensibilidade UV extrema.

4
O QUE SE OBSERVA
Bronzeamento gradual → tolerância UV → menos queimaduras

Nos relatos, a pigmentação torna-se visível ao longo de 2-3 semanas de saturação, com aumento da tolerância UV e redução do risco de queimadura. A cor é descrita como mais natural e uniforme em comparação ao Melanotan II, com menos efeitos colaterais devido à seletividade de receptor.

O que o distingue

O Melanotan I é o agonista de melanocortina seletivo e aprovado pelo FDA. Enquanto o Melanotan II atinge múltiplos receptores de melanocortina (com efeitos sobre libido, náusea e apetite), o Melanotan I mira seletivamente o MC1R para pigmentação, com efeitos fora do alvo mínimos. O contrapeso: início mais lento e pigmentação mais sutil em comparação ao MT-2.

Mecanismo descrito em estudos; a via em humanos pode não estar confirmada.

Estrutura molecular

SequênciaSYSMEHFRWGKPV
Massa molecular
1623.8 Da
Tipo de sequência
Canônica

Dados estruturais de referência.

Evidências em detalhe

Desfecho a desfecho: o que a literatura sustenta para o Melanotan I, com contagem de estudos humanos vs. animais.

Fotoproteção na protoporfiria eritropoética (EPP)[3]
4 humano(s) · 6 animal(is)Evidência: Alta
Relatado pela comunidade:ocasionalmente relatado

Langendonk 2015 (NEJM, n=168) randomizou pacientes com EPP para implantes subcutâneos de afamelanotida versus placebo em dois ensaios multicêntricos, relatando aumento significativo do tempo de exposição solar sem dor e melhora na qualidade de vida. Esses dados embasaram a aprovação pela EMA (2014) e pelo FDA (2019) — o único agonista de melanocortina com indicação aprovada para adultos.

Repigmentação em vitiligo (com NB-UVB)[4]
1 humano(s) · 0 animal(is)Evidência: Baixa
Relatado pela comunidade:ocasionalmente relatado

Lim 2015 (n=55) randomizou adultos com vitiligo não segmentar (fototipos III-VI) para NB-UVB associado a implantes de afamelanotida versus NB-UVB isolado, relatando 48,6% de repigmentação no braço da combinação versus 33,3% na monoterapia no dia 168. O benefício incremental é menor, mas descrito como clinicamente relevante em pacientes de pele mais escura, nos quais a repigmentação costuma ser lenta.

Bronzeamento cosmético
Evidência: Baixa
Relatado pela comunidade:ocasionalmente relatado

Leitura editorial da literatura, não uma revisão sistemática nem parecer clínico.

O que não faz

  • Bronzeamento cosmético como indicação primária

    A afamelanotida é aprovada pelo FDA/EMA para EPP, não para bronzeamento cosmético. O uso off-label para bronzeamento não possui dados de segurança de longo prazo e dispensa o sistema de implante usado nos ensaios de EPP.

  • Monoterapia para vitiligo

    O Lim 2015 relatou benefício apenas quando a afamelanotida foi associada à fototerapia NB-UVB. A afamelanotida isolada não demonstrou repigmentar o vitiligo.

  • Uso sem acompanhamento dermatológico

    A estimulação de melanócitos em pacientes com nevos atípicos ou histórico de melanoma é contraindicada. Recomenda-se exame de pele de corpo inteiro anual.

Limites do que a literatura NÃO sustenta — para calibrar expectativas.

Dosagem detalhada

Bronzeamento / Fotoproteção
Dose
250 mcg
Frequência
2 dias por semana
Duração
8 semanas de uso, 8 semanas de pausa
Via
Subcutânea
Notas de protocolo Aprovado pelo FDA para EPP; descrito como mais seletivo que o MT-II, com menos efeitos colaterais relatados. Costuma ser combinado com exposição UV: uma fase de saturação inicial constrói a pigmentação e a fase de manutenção a sustenta. Registro relatado — nenhuma orientação aqui substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Leia o guia de dosagem completo

Faixas descritas na literatura de pesquisa. Não é prescrição — consulte um profissional de saúde.

Efeitos colaterais relatados
  • Náusea (muito comum) e dor abdominal/desconforto GI
  • Cefaleia, tontura, fadiga e sonolência
  • Rubor facial transitório após a injeção
  • Escurecimento generalizado da pele e das pintas; possível surgimento de novas pintas (recomenda-se exame dermatológico semestral)

Efeitos relatados; a ausência de um efeito na lista não implica segurança.

Reconstituição

Vial
10 mg
Água bacteriostática
2 mL de água bacteriostática
Concentração
n/d
Seringa
seringa de insulina de 1 mL (U-100)

Frascos comuns: 10 mg · doses típicas: 250 mcg

Abrir calculadora

Cálculo educacional. A calculadora não substitui orientação profissional.

Armazenamento e manuseio

Condições de armazenamento não documentadas.

Protocolos de combinações populares

Sem combinações documentadas para este composto.

Peptídeos relacionados

Referência educacional entre compostos; não é sugestão de combinação de uso.

Artigos relacionados

Fontes — literatura citada

  1. [1]Riscos do uso não regulamentado de Melanotan I/II PubMed
  2. [2]Revisão histórica dos peptídeos melanocortina PubMed
  3. [3]Langendonk 2015 — EPP fase 3 (NEJM) PubMed
  4. [4]Lim 2015 — vitiligo + NB-UVB (ECR) PubMed

Literatura citada. A inclusão de um estudo não implica endosso de uso.

Perguntas frequentes

Respostas educacionais; questões de dose e legalidade remetem às seções próprias desta página.

Situação regulatória

WADA
Sem classificação individual identificada neste crawl; confirme a categoria aplicável da WADA antes de qualquer uso esportivo.
ANVISA
Sem registro na ANVISA para uso humano; disponível apenas para fins de pesquisa.

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