IGF-1 LR3

Também conhecido como Long R3 IGF-1

Um análogo de longa ação do IGF-1 estudado por seus efeitos anabólicos diretos e hipertrofia.

O IGF-1 LR3 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 com alteração Long R3) é um análogo sintético de longa ação do fator de crescimento semelhante à insulina 1 nativo. Modificado com uma substituição de aminoácido e uma extensão na sequência, apresenta uma afinidade drasticamente reduzida por proteínas de ligação (IGFBPs), estendendo sua meia-vida de minutos para cerca de 20–30 horas. É extensamente estudado in vitro e em modelos animais pelo seu forte estímulo direto ao crescimento tecidual e hipertrofia muscular.

Evidência: Pré-clínico
Em revisão
Compilado por Equipe PeptiScience · Atualizado em 9 de julho de 2026

Resumo

  • IGF-1 LR3 — Secretagogo de GH.
  • Maior grau de evidência clínica observado em 4 desfecho(s): pré-clínico.
  • Há um protocolo de dosagem relatado (pesquisa/comunidade).

Resumo educacional da literatura publicada. Não constitui recomendação de uso.

Classe
Secretagogo de GH
Objetivo
Ganho muscular

Protocolo — referência rápida

Dosagem
Ganho muscular
50 mcg · 10 dias consecutivos
Administração
Via
Subcutânea
Cadência
10 dias seguidos
Horário
Manhã
Ciclo
Uso
4 semanas com
Pausa
4 semanas sem

Faixas descritas na literatura de pesquisa. Não é prescrição — consulte um profissional de saúde.

Visão geral

Principais benefícios

Crescimento tecidual magro

Estímulo direto à síntese proteica muscular, contornando a liberação de GH.

Análogo de IGF de longa ação

Meia-vida de 20–30 horas contra minutos do IGF-1 nativo.

Ações musculares locais

Estudado na literatura científica para regeneração muscular localizada.

Recuperação celular rápida

Acelera a cicatrização de microlesões musculares em modelos experimentais.

Particionamento de nutrientes

Direciona a glicose e os aminoácidos preferencialmente para o tecido muscular.

Ligação a IGFBP reduzida

Menos suscetível a proteínas inibidoras, resultando em alta biodisponibilidade.

Efeitos relatados na literatura — não são garantias de resultado.

Principais evidências

Dois eixos

Resumo por desfecho: a evidência clínica lidera (sinal principal) e a adoção comunitária é secundária e apenas relatada — nunca equivale a certeza clínica.

DesfechoPopulaçãoEvidência clínicaAdoção comunitária
Efeitos anabólicos em modelos animaisanimalPré-clínicoComum
Síntese proteica muscular / massa magraPré-clínicoComum
Glicose / risco de hipoglicemiaanimalPré-clínicoComum
Hiperplasia de células musculares satélitesPré-clínicoComum
Ver as evidências em detalhe

O nível reflete quanta literatura existe, não segurança nem eficácia.

Linha do tempo de resultados

Progressão
Sem dados humanos publicados que estabeleçam prazos de resposta.
majoritariamente animais

Prazos relatados na literatura de pesquisa (majoritariamente animais). Não são um cronograma esperado de resposta em humanos.

Mecanismo de ação

ALVO → SINAL CELULAR → EFEITO SISTÊMICO → O QUE SE OBSERVA

1
ALVO
Receptor de IGF-1 (IGF-1R) — Ativação Direta

Diferentemente dos peptídeos de GH, que elevam o IGF-1 indiretamente ao estimular sua liberação, o IGF-1 LR3 ativa diretamente os receptores de IGF-1. A modificação LR3 (substituição na posição 3 e extensão de 13 aminoácidos) reduz a ligação às IGFBP, mantendo-o ativo por cerca de 3 vezes mais tempo que o IGF-1 nativo.

2
SINAL CELULAR
PI3K/Akt + MAPK → Síntese Proteica + Proliferação Celular

A ativação direta do IGF-1R aciona duas cascatas principais: PI3K/Akt (síntese proteica e sinal de sobrevivência) e MAPK/ERK (proliferação e diferenciação celular). É o sinal de crescimento terminal que os peptídeos de GH produzem indiretamente, mas o IGF-1 LR3 dispensa o intermediário GH.

3
EFEITO SISTÊMICO
Sinalização Anabólica Direta → Hipertrofia Muscular

Em modelos animais, relatam-se efeitos anabólicos: aumento da síntese proteica, proliferação de células musculares (hiperplasia — novas fibras, não apenas maiores) e particionamento de nutrientes para o músculo. Também reduz a glicemia ao direcionar glicose para as células musculares — monitoramento da glicemia é recomendado nos relatos.

4
O QUE SE OBSERVA
Plenitude Muscular → Recuperação → Risco de Hipoglicemia

Relatos descrevem sensação de plenitude muscular em poucos dias e recuperação acelerada entre sessões. O risco de hipoglicemia é real e, segundo a literatura, exige monitoramento cuidadoso. É um composto potente, não indicado para iniciantes.

O que o distingue

O IGF-1 LR3 se distingue por dispensar o GH e ativar diretamente a sinalização de crescimento. Enquanto CJC-1295 e Ipamorelin estimulam a via GH → IGF-1 de forma natural, o IGF-1 LR3 entrega o produto final diretamente. Isso o torna mais potente, porém mais arriscado nos relatos: afeta a glicemia, não conta com as alças de retroalimentação naturais dos peptídeos de GH e requer dosagem e monitoramento cuidadosos.

Mecanismo descrito em estudos; a via em humanos pode não estar confirmada.

Evidências em detalhe

Desfecho a desfecho: o que a literatura sustenta para o IGF-1 LR3, com contagem de estudos humanos vs. animais.

Efeitos anabólicos em modelos animais[3][4][5]
0 humano(s) · 12 animal(is)Evidência: Pré-clínico
Relatado pela comunidade:comumente relatado

Tomas e colaboradores publicaram, no início dos anos 1990 (CSIRO), uma série de estudos mostrando que o LR3-IGF-I é cerca de 2,5 vezes mais potente que o IGF-I nativo no anabolismo em ratos — aumento de peso corporal, crescimento de órgãos e eficiência alimentar, tanto em alimentação livre quanto restrita. A vantagem de potência é atribuída à baixa ligação às IGFBP, que eleva a atividade de IGF-I livre.

Síntese proteica muscular / massa magra
Evidência: Pré-clínico
Relatado pela comunidade:comumente relatado
Glicose / risco de hipoglicemia
0 humano(s) · 4 animal(is)Evidência: Pré-clínico
Relatado pela comunidade:comumente relatado

Estudos pré-clínicos demonstram que o IGF-1 livre em circulação estimula a captação de glicose nos tecidos periféricos (principalmente músculos esqueléticos) por meio da ativação do receptor de insulina e do IGF-1R, mimetizando a ação da insulina. A alta biodisponibilidade do IGF-1 LR3 pode provocar quedas abruptas na glicose sanguínea em animais.

Hiperplasia de células musculares satélites
Evidência: Pré-clínico
Relatado pela comunidade:comumente relatado

Leitura editorial da literatura, não uma revisão sistemática nem parecer clínico.

O que não faz

  • Uso seguro sem monitoramento de glicose

    O IGF-1 LR3 causa redução na glicose sanguínea de forma severa em estudos com animais. Relatos da comunidade indicam que utilizá-lo sem suporte nutricional adequado acarreta risco de hipoglicemia aguda.

  • Efeito anabólico isolado sem treino adequado

    A hiperplasia e a hipertrofia muscular dependem de sobrecarga de treino e ingestão calórica e proteica suficientes; a molécula apenas sinaliza a via de síntese.

  • Substituto direto de secretagogos de GH

    Enquanto secretagogos estimulam o pulso natural de GH, preservando ritmos biológicos, o IGF-1 LR3 injeta o sinal terminal sintético de forma contínua, apresentando um perfil de tolerância e segurança completamente distinto.

Limites do que a literatura NÃO sustenta — para calibrar expectativas.

Dosagem detalhada

Ganho muscular
Dose
50 mcg
Frequência
10 dias consecutivos
Duração
10 dias de uso, 4 semanas de intervalo
Via
Subcutânea
Notas de protocolo Muito potente. Recomenda-se monitorar a glicose sanguínea. A dessensibilização dos receptores pode ocorrer com o uso prolongado — mantenha os ciclos curtos. Por que pós-treino? O tecido muscular fica mais receptivo à sinalização de IGF-1 após o treinamento. A aplicação intramuscular pós-treino direciona o crescimento para os músculos exercitados. Por que 10 dias de uso e 4 semanas de intervalo? O IGF-1R pode sofrer dessensibilização com exposição contínua; ciclos curtos preservam a sensibilidade dos receptores.
Leia o guia de dosagem completo

Faixas descritas na literatura de pesquisa. Não é prescrição — consulte um profissional de saúde.

Efeitos colaterais relatados
  • Hipoglicemia (principal risco; queda de ~15–25 mg/dL persistindo 20–30 h por reatividade cruzada com o receptor de insulina)
  • Retenção hídrica
  • Resistência à insulina com uso crônico
  • Sintomas tipo acromegalia (espessamento de mandíbula, aumento de mãos/pés) em doses de pesquisa — não reversíveis
  • Risco teórico de promoção tumoral (sinalização mitogênica)

Efeitos relatados; a ausência de um efeito na lista não implica segurança.

Reconstituição

Vial
1 mg
Água bacteriostática
1 mL de água bacteriostática
Concentração
n/d
Seringa
n/d

Frascos comuns: 1 mg

Abrir calculadora

Cálculo educacional. A calculadora não substitui orientação profissional.

Armazenamento e manuseio

Condições de armazenamento não documentadas.

Protocolos de combinações populares

Sem combinações documentadas para este composto.

Peptídeos relacionados

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Fontes — literatura citada

Perguntas frequentes

Respostas educacionais; questões de dose e legalidade remetem às seções próprias desta página.

Situação regulatória

WADA
Sem classificação individual identificada neste crawl; confirme a categoria aplicável da WADA antes de qualquer uso esportivo.
ANVISA
Sem registro na ANVISA para uso humano; disponível apenas para fins de pesquisa.

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